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As 7 Camadas do Modelo OSI

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Esse é modelo de 7 camadas ISO/OSI. Ainda não havia citado, mas ISO corresponde á International Organization for Standardization, ou Organização Internacional para Padronização, e OSI corresponde á Open System Interconection, ou Sistema de Interconexão aberto. Podemos fazer uma analogia com os Processos, ou POP (Procedimento Operacional Padrão) como conheço, que a ISO exige das empresas no processo de obtenção do ISO 9001 por exemplo. A idéia é a mesma, "padronizar" para organizar e agilizar os processos.

Como citei na figura, é interessante notar que a ordem numérica das camadas é decrescente, ou seja, o processo começa na camada física, onde os sinais elétricos são convertidos em zeros e uns, e termina na camada de aplicação, onde atuam protocolos como o FTP por exemplo (File Tranfer Protocol), protocolo para troca de arquivos.

Outra coisa interessante, é qual a PDU (Protocol Data Unit, ou Protocolo de Unidade de Dados) cada camada em específico trata. Vou descrever após a breve explicação da camada seqüente, qual a PDU correspondente. Após explicar a camada, vou citar sua PDU.

A maioria das literaturas cita o modelo a partir da camada de Aplicação, mas pessoalmente acho mais lógico iniciar pela camada Física, onde é iniciado o processo, imaginando que os dados estão chegando, e não indo.

Obs.: É de extrema importância ressaltar que a camada superior só entende os dados porque a camada inferior os formata para um formato comum, inteligível para as duas atuantes no processo, como mostrado a seguir.

 
 
Camada Física


Como citei o anteriormente, é onde se inicia o todo processo. O sinal que vem do meio (Cabos UTP por exemplo), chega à camada física em formato de sinais elétricos e se transforma em bits (0 e 1). Como no cabo navega apenas sinais elétricos de baixa freqüência, a camada física identifica como 0 sinal elétrico com –5 volts e 1 como sinal elétrico com +5 volts.

A camada física trata coisas tipo distância máxima dos cabos (por exemplo no caso do UTP onde são 90m), conectores físicos (tipo BNC do coaxial ou RJ45 do UTP), pulsos elétricos (no caso de cabo metálico) ou pulsos de luz (no caso da fibra ótica), etc. Resumindo, ela recebe os dados e começa o processo, ou insere os dados finalizando o processo, de acordo com a ordem. Podemos associa-la a cabos e conectores. Exemplo de alguns dispositivos que atuam na camada física são os Hubs, tranceivers, cabos, etc. Sua PDU são os BITS.


Camada de Enlace

Após a camada física ter formatado os dados de maneira que a camada de enlace os entenda, inicia-se a segunda parte do processo. Um aspecto interessante é que a camada de enlace já entende um endereço, o endereço físico (MAC Address – Media Access Control ou Controle de acesso a mídia) – a partir daqui sempre que eu me referir a endereço físico estou me referindo ao MAC "Address". Sem querer sair do escopo da camada, acho necessária uma breve idéia a respeito do MAC. MAC address é um endereço Hexadecimal de 48 bits, tipo FF-C6-00-A2-05-D8. Na próxima parte do processo, quando o dado é enviado à camada de rede esse endereço vira endereço IP.

Uma curiosidade, é que o MAC address possui a seguinte composição:



A camada e enlace trata as topologias de rede, dispositivos como Switche, placa de rede, interfaces, etc., e é responsável por todo o processo de switching. Após o recebimento dos bits, ela os converte de maneira inteligível, os transforma em unidade de dado, subtrai o endereço físico e encaminha para a camada de rede que continua o processo. Sua PDU é o QUADRO.


Camada de Rede

Pensando em WAN, é a camada que mais atua no processo. A camada 3 é responsável pelo tráfego no processo de internetworking. A partir de dispositivos como roteadores, ela decide qual o melhor caminho para os dados no processo, bem como estabelecimento das rotas. A camada 3 já entende o endereço físico, que o converte para endereço lógico (o endereço IP). Exemplo de protocolos de endereçamento lógico são o IP e o IPX. A partir daí, a PDU da camada de enlace, o quadro, se transforma em unidade de dado de camada 3. Exemplo de dispositivo atuante nessa camada é o Roteador, que sem dúvida é o principal agente no processo de internetworking, pois este determina as melhores rotas baseados no seus critérios, endereça os dados pelas redes, e gerencia suas tabelas de roteamento. A PDU da camada 3 é o PACOTE.

Camada de transporte

A camada de transporte é responsável pela qualidade na entrega/recebimento dos dados. Após os dados já endereçados virem da camada 3, é hora de começar o transporte dos mesmos. A camada 4 gerencia esse processo, para assegurar de maneira confiável o sucesso no transporte dos dados, por exemplo, um serviço bastante interessante que atua de forma interativa nessa camada é o Q.O.S ou Quality of Service (Qualidade de Serviço), que é um assunto bastante importante é fundamental no processo de internetworking, e mais adiante vou aborda-lo de maneira bem detalhada. Então, após os pacotes virem da camada de rede, já com seus "remetentes/destinatários", é hora de entrega-los, como se as cartas tivessem acabados de sair do correio (camada 3), e o carteiro fosse as transportar (camada 4). Junto dos protocolos de endereçamento (IP e IPX), agora entram os protocolos de transporte (por exemplo, o TCP e o SPX). A PDU da camada 4 é o SEGMENTO.

Camada de sessão

Após a recepção dos bits, a obtenção do endereço, e a definição de um caminho para o transporte, se inicia então a sessão responsável pelo processo da troca de dados/comunicação. A camada 5 é responsável por iniciar, gerenciar e terminar a conexão entre hosts. Para obter êxito no processo de comunicação, a camada de seção têm que se preocupar com a sincronização entre hosts, para que a sessão aberta entre eles se mantenha funcionando. Exemplo de dispositivos, ou mais especificamente, aplicativos que atuam na camada de sessão é o ICQ, ou o MIRC. A partir daí, a camada de sessão e as camadas superiores vão tratar como PDU os DADOS.

Camada de Apresentação


A camada 6 atua como intermediaria no processo frente às suas camadas adjacentes. Ela cuida da formatação dos dados, e da representação destes, e ela é a camada responsável por fazer com que duas redes diferentes (por exemplo, uma TCP/IP e outra IPX/SPX) se comuniquem, "traduzindo" os dados no processo de comunicação. Alguns dispositivos atuantes na camada de Apresentação são o Gateway, ou os Traceivers, sendo que o Gateway no caso faria a ponte entre as redes traduzindo diferentes protocolos, e o Tranceiver traduz sinais por exemplo de cabo UTP em sinais que um cabo Coaxial entenda.

Camada de Aplicação

A camada de aplicação e a que mais notamos no dia a dia, pois interagimos direto com ela através de softwares como cliente de correio, programas de mensagens instantâneas, etc. Do ponto de vista do conceito, na minha opinião a camada 7 e basicamente a interface direta para inserção/recepção de dados. Nela é que atuam o DNS, o Telnet, o FTP, etc. E ela pode tanto iniciar quanto finalizar o processo, pois como a camada física, se encontra em um dos extremos do modelo!


Instalando e Configurando o Arpwatch no Fedora

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Introdução


Arpwatch é uma ferramenta que monitora a atividade em uma rede ethernet, mantendo atualizada uma tabela com endereços ethernet (MAC) e seus respectivos endereços IP. Essa ferramenta tem a capacidade de reportar via email certas mudanças.

O Arpwatch é uma ferramenta importante na monitoração da rede contra ataques de Arp Poisoning ou Arp Spoofing usados para realizar ataques mais sofisticados como Man-in-the-Middle(MITM).



Instalação

Tomando-se como base a distribuição Fedora, para a instalação do arpwatch basta executar o comando abaixo:


[root@testes rodrigo]# yum install arpwatch


OBS: Será necessário a instalação da libpcap. Aconselho fazer as atualizações necessárias em Sistema > Administação > Adicionar/remover programas e localizar o pacote e o libpcap já estará instalado.



Configuração

O arquivo de configuração está localizado em /etc/sysconfig/arpwatch. Sua base de dados é armazenada em /var/arpwatch. Neste diretório estão os arquivos arp.dat, que é a base de dados propriamente dita e o ethercodes.dat, que possui o bloco de endereços MAC atribuídos aos fabricantes.

DICA: Você deve criar dentro de /var/arpwatch os arquivos: arp.dat e ethercodes.dat nesta criação pode ser usado o “touch” para criar um arquivo em branco ou dar privilégios a pasta arpwatch de criação do arquivo e criá-los via cursor do mouse ou teclado.


Abaixo vemos a configuração padrão do arpwatch:


# -u : defines with what user id arpwatch should run


# 1. -e : the where to send the reports


# 2. -s : the -address


OPTIONS="-u pcap -e root -s 'root (Arpwatch)'"


Vamos configurá-lo para que envie as mensagens para o nosso e-mail, altere a linha de forma que semelhante como a linha abaixo:

OPTIONS="-u pcap ou nome_do_usuário_com_privilégios_de_acesso_ao_arpwatch -e usuario@dominio.com.br -s 'root (Arpwatch Servidor De Teste Rede 192.168.0.0/24)'"

OBS: Para que esta configurar a edição acima recomendo do editor “vi”:



Algumas opções possíveis são:


-d: Utilizada para debugging. Essa opção inibe o envio de relatórios via email. Eles são enviados para a saída de erro padrão (stderr);


-f: Informa qual o arquivo da base de dados deve ser usado. O valor padrão é arp.dat;


-i: Usada para sobrescrever a interface padrão;


-n: Especifica redes locais adicionais. É útil se na mesma rede física, estiver rodando mais de um endereçamento de rede;


-u: define qual usuário executará o arpwatch. Rodá-lo com um usuário diferente de root é extremamente recomendado para melhorar a segurança;


-e: Envia mensagens de e-mail para o endereço especificado. O padrão é para o usuário root. Se apenas o caractere '-' for definido, o envio de alertas via e-mail será suspenso, no entanto, o logging via syslog continuará ativo (Útil quando for executado pela primeira vez na rede, evita o recebimento de muitas mensagens);


-s: Envia mensagens de email com endereço de retorno, ao contrário do valor padrão do root.


OBS: Antes de ser rodado pela primeira vez é necessário que o arquivo da base de dados exista (em branco) e que o usuário especificado em -u seja o dono do diretório /var/arpwatch.



Vamos colocá-lo para iniciar no boot:

[root@teste sysconfig]# /sbin/chkconfig --level 2345 arpwatch on

OBS: lembre-se de acessar a pasta /etc/sysconfig com privilégios root e depois dar o comando acima.



Iniciando o arpwatch:

[root@teste sysconfig]# /etc/init.d/arpwatch start

OBS: lembre-se de acessar a pasta /etc/sysconfig com privilégios root e depois dar o comando acima.



Através do comandos abaixo, confirma-se que o arpwatch já está sendo executado:

[root@teste log]# tail -f messages

OBS: lembre-se de acessar a pasta /var/log com privilégios root e depois dar o comando acima, pois dentro do diretório log esta a arquivo “messages”.



Jan 4 10:41:04 vpn01 arpwatch: new station 192.168.0.222 0:10:c6:b9:69:2b


Jan 4 10:41:14 vpn01 arpwatch: new station 192.168.0.176 0:d:f4:3:2:d8


Jan 4 10:41:20 vpn01 arpwatch: new station 192.168.0.224 0:11:25:8a:87:9b



Exemplo de alerta

Ex1:

Subject: new station

hostname:

ip address: 192.168.0.185

ethernet address: 0:d:f4:3:3:1e

ethernet vendor: Watertek Co.

timestamp: Friday, January 4, 2008 10:40:44 -0300



Ex2:

Subject: new station

hostname:

ip address: 192.168.0.245

ethernet address: 0:30:a:5b:73:24

ethernet vendor: AZTECH SYSTEMS LTD.

timestamp: Friday, January 4, 2008 10:40:56 -0300



Entendendo as mensagens

new activity

Esse par de endereço MAC e endereço IP já foi utilizado a seis meses ou mais.


new station

Esse endereço ethernet (MAC) nunca foi visto antes.


flip flop

O endereço ethernet foi foi alterado do primeiro mais recente para o segundo mas recente.


changed ethernet address

O Host mudou para um novo endereço ethernet (MAC)



Testando

A forma de testarmos é rodarmos um ataque de arp spoofing em nossa própria rede. Para o teste, foi utilizado o aplicativo ettercap.

Os seguintes hosts foram utilizados:



Endereço IP Endereço MAC Descrição

192.168.0.224 00:11:25:8A:87:9B Host do Atacante

192.168.0.3 00:10:C6:B9:68:F5 Gateway da rede, host a ser realizado o spoof



Após o inicio do ataque, foram recebidos os seguintes alertas:



MSG1: Arpwatch detecta a mudança do PAR MAC/IP

Subject: changed ethernet address

hostname:

ip address: 192.168.0.3

ethernet address: 0:11:25:8a:87:9b

ethernet vendor: IBM Corporation

old ethernet address: 0:10:c6:b9:68:f5

old ethernet vendor: USI

timestamp: Friday, January 4, 2008 11:16:06 -0300

previous timestamp: Friday, January 4, 2008 11:16:06 -0300

delta: 0 seconds



MSG2:Arpwatch detecta que o par está oscilando, característica do ataque de arp spoofing. Ele recebe pacotes ARP do com o MAC correto e em seguida, vários outros como MAC errado.

Subject: flip flop


hostname:

ip address: 192.168.0.3

ethernet address: 0:10:c6:b9:68:f5

ethernet vendor: USI

old ethernet address: 0:11:25:8a:87:9b

old ethernet vendor: IBM Corporation

timestamp: Friday, January 4, 2008 11:16:22 -0300

previous timestamp: Friday, January 4, 2008 11:16:21 -0300

delta: 1 second



MSG3: Arpwatch detecta que o par está oscilando, característica do ataque de arp spoofing. Ele recebe pacotes ARP do com o MAC correto e em seguida, vários outros como MAC errado.

Subject:flip flop

name:

ip address: 192.168.0.3


ethernet address: 0:11:25:8a:87:9b

ethernet vendor: IBM Corporation

old ethernet address: 0:10:c6:b9:68:f5

old ethernet vendor: USI

timestamp: Friday, January 4, 2008 11:16:31 -0300

previous timestamp: Friday, January 4, 2008 11:16:22 -0300

delta: 9 seconds



Este material foi adaptado de acordo com as dificuldades a qual tive na realização de uns teste, na curiosidade de descobrir o real funcionamento desta ferramento citada em uma aula da minha pós em redes, espero ter ajuda alguém, vale salientar que um pouco de conhecimento em Linux ajuda muito.

Identificar o Sistema Operacional usando "Ping"

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Com o comando ping podemos identificar o Sistema Operacional utilizado.


O comando ping trabalha com o protocolo ICMP enviando mensagens. Quando uma maquina de destino recebe um Echo Request ela retorna um Echo Reply.

Para descobrir qual Sistema Operacional está sendo utilizado vamos usar o TTL (Time to Live). Este valor indica quanto tempo o pacote vai ficar circulando antes de ser descartado.

Cada Sistema Operacional trabalha com um TTL padrão e desta forma podemos identificar o tipo de sistema.


Exemplo1.


$ ping 127.0.0.1
PING 127.0.0.1 bytes of data.
64 bytes from 127.0.0.1: icmp_seq=1 ttl=64 time=0.028 ms
64 bytes from 127.0.0.1: icmp_seq=2 ttl=64 time=0.030 ms
64 bytes from 127.0.0.1: icmp_seq=3 ttl=64 time=0.029 ms


Exemplo2.


$ ping 127.0.0.1
PING 127.0.0.1 bytes of data.
64 bytes from 127.0.0.1: icmp_seq=1 ttl=128 time=0.176 ms
64 bytes from 127.0.0.1: icmp_seq=2 ttl=128 time=0.183 ms
64 bytes from 127.0.0.1: icmp_seq=3 ttl=128 time=0.189 ms


Representamos na tabela abaixo o valor padrão do TTL para alguns sistemas operacionais:

Sistema TTL

UNIX = 255
Linux = 64
Windows = 128

Com estes números já podemos determinar o Sistema Operacional dos exemplos acima. No caso do Exemplo1 o ttl=64 nos diz que o sistema utilizado é Linux, e para o Exemplo2 podemos dizer que o sistema usado é Windows.

Os roteadores estão programados para decrementar o TTL a cada pacote que passa por ele. Se uma maquina Windows for "pingada" e o valor TTL for 126 significa que antes de chegar ao destino existem 2 roteadores.

Power over Ethernet (PoE)

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Em muitas situações, pontos de acesso e outros dispositivos de rede precisam ser instalados em telhados e outros locais de difícil acesso. Nesses casos, além do cabo de rede, é necessário fazer a instalação elétrica, o que aumenta os custos. O Power over Ethernet, ou PoE, é um padrão que permite transmitir energia elétrica usando o próprio cabo de rede, juntamente com os dados, o que soluciona o problema.

Tudo começou com projetos artesanais, que utilizavam os dois pares de fios não usados para transmitir dados (em redes de 100BaseT, de 100 megabits) nos cabos de par trançado cat-5 para enviar corrente elétrica para dispositivos do outro lado do cabo, eliminando a necessidade de usar uma fonte de alimentação separada. Com o passar do tempo, a idéia acabou pegando e deu origem ao padrão IEEE 802.3af, ratificado em 2005, que já é suportado por diversos produtos.

No padrão, dois dos quatro pares de fios do cabo de par trançado são utilizados para transmitir uma corrente com tensão de 48 volts e até 400 mA o que, depois de descontadas todas as perdas, resulta em uma capacidade de fornecimento de até 12.95 watts. A energia é suficiente para alimentar a grande maioria dos pontos de acesso, telefones VoIP e outros dispositivos menores ou até mesmo um notebook de baixo consumo.

Um sistema especial de modulação permite que os dois pares que transmitem energia sejam usados também para transmitir dados, o que permite o uso em conjunto com dispositivos Gigabit Ethernet. A tecnologia não é muito diferente da utilizada desde o início do século passado no sistema telefônico, que também transmite uma corrente com tensão de 48 volts (usada para alimentar o aparelho) juntamente com o sinal de voz.

Existem duas opções para utilizar o PoE. A primeira é utilizar um conjunto de injector (injetor) e splitter (divisor) posicionados entre o switch e o dispositivo que vai receber energia. O injetor é ligado na tomada e "injeta" energia no cabo, enquanto o splitter separa a corrente elétrica do sinal de rede, oferecendo dois conectores ao dispositivo: um conector de rede e um conector de energia, ligado no lugar da fonte:

 
 
Usar o injetor e o splitter é a solução mais simples, já que você não precisa mexer no resto da estrutura da rede, mas não é necessariamente a mais barata, já que você precisa comprar dois dispositivos adicionais para cada aparelho que precisar receber energia.

A segunda solução, mais viável para situações em que você queira usar o PoE para vários dispositivos é usar diretamente um PoE switch (um switch Ethernet capaz de enviar energia em todas as portas) e apenas pontos de acesso e outros dispositivos compatíveis, eliminando a necessidade de usar injectors e splitters:
 
 
 
O switch é capaz de detectar se o dispositivo ligado na outra ponta do cabo suporta ou não o PoE, o que é feito medindo a resistência. Só depois de detectar a presença de um dispositivos compatível é que ele inicia a transmissão de corrente. Isso permite que você conecte também dispositivos "normais" ao switch, sem risco de queimá-los.


É possível ainda usar soluções híbridas, combinando um ponto de acesso (ou outro dispositivo) com suporte nativo ao PoE com um switch comum. Nesse caso, você precisa apenas do injetor (os mais baratos custam a partir de US$ 20 no exterior), já que o dispositivo recebe a corrente diretamente, através do cabo de rede.

Os pontos de acesso com suporte a PoE estão se tornando cada vez mais comuns. Externamente, não existe nada que diferencie um AP com suporte a PoE de um tradicional, é necessário pesquisar nas especificações.
 
Atualmente, o PoE é usado basicamente para alimentar pontos de acesso instalados em locais inacessíveis, mas uma nova versão do padrão pode aumentar sua área de atuação. O padrão IEEE 802.3at ou PoE+, em desenvolvimento desde 2005 (http://www.ieee802.org/3/at/) aumentará a capacidade de transmissão para até 60 watts, o que permitirá que o PoE seja usado para alimentar notebooks ou até mesmo PCs de baixo consumo, o que pode levar a uma pequena revolução, já que os equipamentos receberão energia já estabilizada e convertida para DC diretamente através do cabo de rede, sem necessidade de utilizar uma fonte de alimentação externa, como atualmente.
 
 
http://www.guiadohardware.net/dicas/power-over-ethernet.html

Calculo dos "Host IDs" para a sub-rede?

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Se já definiu as network IDs então já tem definidas as Host IDs para cada sub-rede. O resultado de cada valor incremental indica o inicio de cada conjunto de Host IDs para a sub-rede.

Para calcular o numero de computadores (hosts) por cada sub-rede:

1. Calcule o numero de bits disponíveis para o Host ID. Por exemplo, para um endereço de classe B que usa 16 bits para a Network ID e 2 bits (emprestados) para a Subnet ID, sobra-nos 14 bits (6 + 8) para o Host ID.

2. Converter o valor binário para decimal. Por exemplo para o caso de termos 14 bits para os Host IDs, seria 1111 1111 1111 = 16.383 computadores.

3. Subtrair 1.

Outro processo de calcular o numero máximo de computadores seria sabendo o numero de bits usados para o Host ID. 2 elevado ao n.º de bits usados no Host ID - 2.

Cálculo do novo endereço de sub-rede (Network ID)

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1. Conte o numero de bits de alta ordem usados na Network ID. Por exemplo, se for usado 2 bits da mascara de sub-rede, o valor binário será 1100 0000. Se for usado 4 bits na mascara de sub-rede então o valor binário será 1111 0000.

2. Converta para decimal o bit de menor ordem. Este será o valor do incremento que determina cada sub-rede. Por exemplo, se usarmos 2 bits o bit de menor ordem é igual a 64 (100 0000). Se usarmos 4 bits então o bit de menor ordem é 16 (1 0000).

3. Para determinar o numero máximo de sub-redes, devemos converter para decimal o numero de bits, mas agora de baixa ordem, e subtrair 1. Por exemplo, para 2 bits teríamos 0000 0011 = 3 - 1 = 2 sub-redes. Para 4 bits teríamos 0000 1111 = 15 - 1 = 14 sub-redes. Outra maneira de calcular o numero máximo de sub-redes, seria sabermos o numero de bits necessário, 2 elevado ao n.º de bits necessário depois subtraindo 2. Por exemplo 22-2 = 4 - 2 = 2 sub-redes. 24 - 2=16 - 2 = 14 sub-redes.

4. Começando por zero, incremente o valor calculado no passo 2. para cada combinação de bits até atingirmos o valor de 256. Com a parte baixa do valor 64 o primeiro intervalo da Network ID seria de 64 até 127, e a parte alta seria de 128 até 191.

Como se define uma mascara de sub-rede

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Para definirmos uma sub-rede temos de proceder a três passos:

Uma vez determinado o numero de segmentos físicos necessários na rede local, vamos converte esse valor para binário.

Contar o numero de bits necessário para representar o valor binário do numero de segmentos físicos determinado em 1. Por exemplo, se precisarmos de 6 sub-redes, o valor binário de 6 é 110. Assim para representar o valor 6 em binário precisamos de 3 bits.

.Converter o numero necessário de bits para decimal mas da esquerda para a direita.

Por exemplo: numa rede de classe B, se necessitarmos de 3 bits , configure os primeiros 3 bits (os mais à esquerda) do Host ID a "1", passando a fazer parte do Network ID. Teríamos assim o valor binário 1110 0000 que em decimal vale 224. Logo a mascara de sub-rede passaria a ser: 255.255.224.0


Exemplo: (para uma rede de classe B)

N.º de sub-redes: 6
Valor binário: 0000 0110 (são necessários 3 bits)
Mascara em binário: 1111 1111.1111 1111.1110 0000.0000 0000
Convertendo para decimal: 255.255.224.0

O que é a mascara de sub-rede (subnet mask) ?

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A máscara de sub-rede é um endereço de 32 bit usada para bloquear (mascarar) uma parte do endereço IP para se poder distinguir a parte de identificador de rede (Network ID) e a parte de identificador de computador (Host ID).

Cada computador numa rede TCP/IP precisa de ter uma mascara de sub-rede (é obrigatorio). Isto pode ser conseguido a partir de uma mascara standard de classe A, B ou C (usada quando a rede não necessita de ser dividida em sub-redes) ou através de uma mascara personalizada (usada quando a rede precisa de ser dividida em sub-redes). Na mascara standard todos os bits que correspondem à parte do Network ID são colocados a "1", que convertido para decimal obtêm-se o valor 255 (1111 1111 = 255). Todos os bits que correspondem à parte do Host ID são colocados a "o", que convertido para decimal obtêm-se o valor 0 (0000 0000 = 0).

A operação de multiplicação binária ("ANDding")

o ANDing é um processo interno que a camada IP usa para determinar se um dado pacote de informação é destinado à rede local ou a uma rede remota. Quando a camada TCP/IP é inicializada, o endereço IP do computador é multiplicado ("ANDing") com a sua máscara. Antes de se enviar um pacote pela rede, o endereço IP de destino é multiplicado pela mesma máscara. Se o resultado da multiplicação binária do endereço IP de origem e o endereço IP de destino for igual quer dizer que o pacote pertence a um computador da rede local. Se o resultado não for igual então o pacote é enviado para o endereço IP do router (para ser redireccionado de router em router até chegar à rede remota a que pertence).

O processo de multiplicação binária consiste em comparar bit a bit o endereço IP do computador com o respectivo valor da mascara. Se ambos os bits forem "1" o resultado é "1", para todas as outras combinações o resultado é "0".

As sub-redes ("subnetting")

Uma sub-rede é um segmento físico de rede local que funciona num ambiente TCP/IP e que usa endereços IP derivados de um único valor de "Network ID". O que acontece na prática é que uma empresa/escola/organização adquire um endereço de rede (Network ID) à FCCN, que é a entidade que regula e atribui os endereços IP a nível nacional. Ao se dividir a rede em sub-redes, vai obrigar a que cada segmento de rede use um Network ID (ou Subnet ID) diferente. Vai-se então criar um Subnet ID único para cada segmento através da divisão em duas partes dos bits da parte do "Host ID". Uma parte é usada para identificar o segmento como uma rede única e a outra parte é usada para identificar os computadores nesse segmento. Este processo é conhecido por "subnetting" ou "subnetworking". Este processo de subdivisão da rede não é obrigatório em rede s privadas (que não são "vistas" pela Internet), ou se a rede tiver endereços IP suficientes. Para mais informação sobre subnetting consultar o documento RFC 950.


A técnica de subnetting é utilizada principalmente pelas seguintes razões:

a) Possibilidade de misturar diferentes tecnologias como a Ethernet e a Token Ring.
b) Resolver limitações da tecnologia actual como o limite do numero de computadores por segmento.
c) Reduzir o trafego da rede através do redireccionamento dos dados e da redução dos "broadcasts"


Implementação da técnica de subnetting


Antes de implementar a "subnetting", devemos seguir as seguintes linhas de orientação:


1. Determinar o numero de segmentos físicos de rede na nossa rede local e planear o numero de segmentos adicionais.

2. Determinar o numero de endereços IP em cada segmento físico da rede e planear o numero máximo de endereços IP adicionais.

3. Baseado nestas condições, vamos definir:

Um valor único para a mascara, igual em toda a rede.
Um valor único para o Network ID de cada segmento, igual em todo o segmento.
Um conjunto de Hosts ID válidos para cada segmento.


Quando são usados mais bits para a mascara da sub-rede, vai ser possível ter mais sub-redes, mas vamos ter menos computadores por sub-rede. Por exemplo, numa rede de classe B:

3 bits = 6 sub-redes = 8.000 computadores por sub-rede

8 bits = 254 sub-redes = 254 computadores por sub-rede

Se forem usados mais bits do que o necessário, irá permitir o aumento do numero de sub-redes, mas irá limitar o aumento do numero de computadores por sub-rede. Se se usarem menos bits, irá permitir o aumento de computadores por sub-rede, mas irá limitar o aumento do numero de sub-redes.

Como utilizar comando IPconfig ?

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O Ipconfig é um utilitário que exibe os parâmetros atuais de configuração do TCP/IP. O Ipconfig pode ser usado para:


- Exibir os valores atuais de configuração de rede TCP/IP
- Atualizar ou liberar concessões DHCP alocadas.
- Exibir, registrar ou liberar nomes DNS.


Obs: DNS é um serviço da Internet que transforma nomes de domínio em endereços IP.


Opções de comando que podem ser usados com IPconfig.


/all - Exibe todas as informações de configuração
/release - Libera o endereço ip para o adaptador especificado
/renew - Renova o endereço ip para o adaptador especificado
/flushdns - Limpa o cache de resolução DNS
/registerdns - Atualiza todas as concessões DHCP e torna a registrar os nomes DNS
/displaydns - Exibe o conteúdo de cache de resolução de DNS


Exemplo: e assim por diante.


Exemplo C:\> ipconfig /all e assim por diante.

Você pode usar o IPconfig para identificar o endereço TCP/IP, a máscara de sub-rede e as informações de gateway padrão(roteador) para cada NIC(placa de interface de rede) e para determinar se o endereço IP foi atribuído de forma estática ou dinâmica. O NIC é uma placa de expansão que é inserida em um computador para conectá-lo a uma rede. Populamente chamamos de placa de rede.


Para usar o comando IPconfig basta clicar no menu Iniciar e depois Executar. Digitar cmd e clicar OK. O Prompt de comando aparecerá, em seguida digite ipconfig e aperte Enter. O endereço TCP/IP, a máscara de sub-rede e as informações do gateway padrão serão exibidos.
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